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terça-feira, 7 de maio de 2013

IX FANTASPOA - Mar Negro


Mar Negro

Tive um ótimo inicio de FANTASPOA, pois tive a oportunidade de assistir essa obra prima do cinema independente nacional. Mar Morto foi Lançado agora em 2013 no FANTASPOA e encerra a trilogia do diretor e roteirista Rodrigo Aragão. Só para constar, os outros dois filmes são Mangue Negro que ainda não postei o review aqui e A Noite do Chupacabras que já apareceu no Review Maluco. Eu queria poder colocar o nome de todos que participaram do filme, mas ai ia ficar muito extenso o review, porque esse é um daqueles filmes que merece. No elenco ficamos Tiago Ferrir, Kika Oliveira, Mayra Alarcón, Carol Aragão, Markus Konká, Giovanni Coio, Marcelo Castanheira, Petter Baiestorf, Cesar “Coffin” Souza,Mariana Zani, Giselle Ferran, Gurcius Gewdner, Joel Caetano, Tamara Alarcón, Milena Bessa, Ianara Alarcón e mais várias pessoas altamente talentosas. Só que eu tenho que dar destaque para duas pessoas. A primeira é Walderrama dos Santos que fez um ótimo papel como Albino que logo descreverei melhor. O outro foi o meu amigo Cristian Verardi que faz um pitoresco travesti. Se não me engano o filme foi feito com 200 mil reais, para ter uma noção com esse dinheiro não da para sustentar um senador no Brasil. Agora o que vocês preferem? Sustentar um senador ou ter um filme dessas por ano?


Rodrigo contou que o filme só foi possível por causa do apoio de todas as pessoas envolvidas. Ele conta que no inicio convidou uma galera para fazer o filme e quando botou na ponta do lápis, viu que não ia dar. Então Rodrigo desconvidou todos e falou que não tinha como fazer o filme. Só que o pessoal de fé é muito foda e os malucos aparecerem para filmar, sem receber um centavo e custeando a própria viagem. Para ter uma ideia apareceu gente da Costa Rica e do México. Esse é o espírito do pessoal underground. A primeira frase do filme é “Esse é um filme Comunitário” e Rodrigo falou que se não fosse por esses amigos o filme não teria saído.


No inicio da história temos Peroá e Cavalo Cansado, dois pescadores que estão tentando tirar o seu sustento do mar. Depois de pescar poucos peixes, uma arraia, um toca disco e mais umas tranqueiras, eles acabam pescando um peixe gigante. Cavalo Cansado acha que é uma sereia e Peroá acha que é um peixe-morcego gigante. O fato é que a coisa não é de Jesus e acaba atacando Peroá, deixando uma dentada no braço do pobre pescador. Como a fama de pescador é de ser um cara mentiroso, Peroá proíbe Cavalo Cansado de contar a verdade para os morados do pacato vilarejo.


Peroá vai para casa consertar a rede que o peixe-morcego gigante destruiu enquanto Cavalo Cansado vai para o buteco de Seu Otto para vender a arraia que conseguiram na pescaria. No buteco conhecemos Albino, um cara muito estranho que é completamente apaixonado pela mulher de Peroá. Ele possui também um livro com desenhos macabros e com uns rabiscos sinistros que ele encontrou no meio da mata junto com uns corpos. O importante é que o Seu Otto manda Albino ir para rua limpar a arraia e no meio do processo o amor de sua vida aparece e faz com que ele se esqueça da arraia. Só que o Seu Otto fica brabo que o matuto está cabulando o trabalho e manda Albino voltar imediatamente para a rua e acabar de limpar a arraia, mas para a surpresa de Albino a arraia sumiu.


Depois de comprar uma carne de barril no Seu Otto, a mulher de Peroá volta ao lar doce lar para cuidar do seu marido que tem um rasgo no braço e para alimentar a sua filha e o filho do seu marido. O velho pescado não está se sentindo muito bem e depois de tentar consertar a rede e receber os primeiro socorros de sua esposa, ele vai para o berço dar uma descansada.


Enquanto isso a única coisa que se comenta no vilarejo é a inauguração do Cabaré local. Como a família de Peroá está precisando de dinheiro, a mulher cai trabalhar no Cabaré como auxiliar de cozinha deixa as duas crianças aos cuidados do velho pescador. O problema é que o inevitável aconteceu. A ferida do pescador ficou muito feia e ele acabou se tornando em um zumbi atacando as crianças. De volta à cozinha do puteiro, as mulheres começam a preparam uns peixes que casualmente foram os que Peroá trouxe da noite em que ele foi mordido pela sereia-morcego gigante.


Eu sei que Rodrigo falou que o filme não é para ser sério, mas até aqui ele é sério, mas desse ponto do filme para frente à coisa vai ladeira abaixo. Temos um vereador amarrado na cama com uma menina de chicote enquanto a outra come o peixe macabro. Temos também um grupo de musica internacional que fala em miguelito, onde o segurança deles é o cover do Danny Trejo com um machete na mão. Seguindo a tendência temos o travesti que é dono do lugar e que fica babando no ovo da cantora de bolero, só que quando um bando de zumbi entra em cena a coisa vira islâmica. O travecão puxa uma metraca do armário e senta bala em todos os zumbis que aparecem. O esquema agora é só um, sobreviver a qualquer preço e fugir da mancha negra que se aproxima do litoral.


Tem duas frases que eu tenho que comentar, já que eu quase morri de tanto rir. Um pessoal no buteco do Seu Otto em uma discussão filosófica sobre o perigo da pesca e Cavalo Cansado solta: “Quem não tem cú, não faz contrato com pika”... muito profundo. A outra frase foi dita pelo Vereador quando ele está deitado na cama com as duas meninas prestadoras de serviços sexuais: “Isso é que bom, um champagne vagabunda e uma mulher mais vagabunda ainda”. Acredito que teve pessoas que se viram na tela nesse momento. E o momento Necronomicon do filme, dessa vez ficou nas mãos de Walderrama que teve a honra de proferir as palavras “Klaatu Barada Nikto”.


O filme é muito bom, muito divertido e com uma quantidade pornográfica de sangue que faria os filmes hollywoodianos parecerem um mero cortezinho no dedo. Os 100 minutos de filmes são fantásticos e com um humor bem característico. Tipo o Petter olha o vereador (Cesar) amarrado na cama e vai até a beira e baixa as calças, então o travecão (Cristian) diz “o que tu tá fazendo?” e Petter responde “vou fazer a mesma coisa que o vereador faz com o povo, eu vou fude o cú do vereador”. Hahahahaha. Mais uma vez meus parabéns para Rodrigo e toda a equipe da Fabulas Negras e para todas as pessoas que fizerem essa obra prima se tornar realidade.


Bom, vamos às notas:

Diversão
5
Tosquice
5
Trama / História
3






quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A Noite do Chupacabras



A Noite do Chupacabras


Lançado em 2011 esse incrível filme independente nacional de baixo orçamento teve a direção e roteiro de Rodrigo Aragão que também fez o grande Mangue Negro, que irá ganhar um review em breve. No elenco temos Mayra Alarcón, Ricardo Araújo, Petter Baiestorf, Joel Caetano, Jorgemar de Oliveira, Kika de Oliveira, Walderrama dos Santos, Margareth Galvão, Markus Konká, Eduardo Moraes, Fonzo Squizzo, Alzair Vaillant, Cristian Verardi e Milena Zacché. Resolvi colocar todos por uma questão de respeito ao trabalho que esse povo fez, mas eu tenho que destacar duas pessoas. Petter fazendo papel de um cangaceiro psicopata e o Cristian de maluco do saco é simplesmente de roubar o filme, mas depois entramos nos detalhes. O site do IMDB diz que o orçamento do filme ficou estimado em 160 mil Dilmas e na boa que talvez até tenha sido, mas achei que era menos.


Na história temos Douglas Silva que está voltando para a sua terra natal para visitar a família e apresentar a sua esposa grávida Maria Alicia para o clã dos Silva. Chegamos em ritmo de festa, com a matriarca da família fazendo uma feijoada das mais violentas para esperar o seu filhinho querido que foi para a cidade grande estudar medicina e virar “doutor”. Só que tem alguém que não está de festa, o patriarca do clã Silva está de luto porque o seu cachorro de estimação foi atacado na noite anterior por uma criatura. Junto com o cachorro os Silvas já encontraram mortos vários animais ao longo do mês, galinhas, porcos e CABRAS, por isso o patriarca está muito preocupado. Maria Alicia está tentando agradar a sogra, mas a pobre moça não está tendo sorte, porque no inicio do almoço a matriarca da família está amaldiçoando a família Carvalho e Maria Alicia diz que isso é muito feio, que isso volta para a família que desejou o mal da outra. O problema é que Maria Alicia não faz idéia da briga que existe entre os Carvalhos e os Silvas. 


Parece que há algum tempo atrás todas as terras da região eram dos Silva e tudo era muito bonito e com pompom cor-de-rosa até a chegada dos Carvalho. O patriarca da família Carvalho queria comprar as terras do compadre Silva com um saco cheio de moedas de ouro, só que o seu Silva não quis vender e pediu para o seu Carvalho ir embora da suas terras. Só que quando ele foi embora ele foi morto e o saco com a grana não estava mais com ele. Então entra em cena Ivan Carvalho (Petter) que é um sádico e psicopata que jurou matar todos os Silvas por terem matado o seu pai. Quando a coisa ficou feia e o patriarca Silva viu que os seus filhos iam morrer, ele fez um acordo com os Carvalhos de dar a terra toda em troca de uma trégua e assim a coisa vai até hoje.


Estando tudo esclarecido, os irmãos de Douglas o convidam para ir até o buteco da cidade para vender umas carnes e tomar umas pinga. O problema é que ao invés de vender a carne de porco que tinha sido combinado, os espertos vendem a carne da cabra que já estava morta fazia uns dias e ainda morta por alguma criatura desconhecida. Agora o que está feito não tem mais volta, mas para piorar a situação dos Silvas, enquanto eles bebem a pinga quem é que entra no bar para beber e comer um petisco? O clã Carvalho. Como a carne tava podre imagina o que aconteceu? Uma sessão antológica de vômitos que coloca o exorcista no bolso. Como o dono do buteco colocou a culpa na carne dos Silvas a pancadaria começou. Depois de apanhar muito os Silvas conseguem fugir, mas no meio do caminho eles encontram o corpo do pai deles morto e ensangüentado. Eles acham que foi obra dos Carvalho, logo a guerra está armada para as duas famílias.


O único detalhe é que junto com a guerra tem uma criatura maligna que foi responsável pela morte dos animais do clã Silva e também foi responsável pela morte do patriarca da família. Então se duas famílias em guerra já era bom, agora com um Chupacabras junto ficou melhor. Isso tudo acontece em uma hora de filme, significa que ainda tem mais 50 minutos de carnificina, sangue, gore e mais sangue. O bacana é que cada vez que o Petter entra em cena ele rouba todo o crédito, principalmente na parte em que ele arranca a cabeça de um Silva ou quando ele está caçando o Chupacabras. Outra parte impagável é o confronto dos personagens de Petter e de Cristian.


Cristian faz o folclórico velho do saco, que anda pelas matas colocando tudo o que importa no seu saco. Só que ele está com fome e acaba matando um Carvalho, que ainda é virgem, para comer e aproveitar o sangue e fazer algum ritual. Ai ele puxa do saco o Necronomicon. É aquele que aparece nos filmes do Evil Dead e que está em várias obras do H.P. Lovecraft. Agora quando Cristian pego o livro e grita: “KLAATU BARADA NIKTO” eu quase morri de tanto rir. Esse é o encantamento que Ash Willians tem que pronunciar no Army of Darkness. Não lembra? Está aqui o link então da atuação do grande Bruce Campbell.


Posso até estar enganado, mas acredito que o Necronomicon que aparece no filme é a cópia que o próprio Cristian tem, comprado diretamente com o Kapeta em suaves prestações de uma alma ao longo dos anos. Uma coisa que tem que ser comentada também é a qualidade do chupacabra. Não é só um monstro de roupa de borracha qualquer, é muito bem feito. Toda a atuação do monstro também é impressionante, porque é certo que Walderrama quando acabou o filme ele ficou com a coluna torta de tanto andar curvado. 


O filme não paga pau para nenhum filmeko hollywoodiano e mesmo sendo feito com baixo orçamento é impressionante o padrão de qualidade dele. Sem falar nos atores que são bons, diferente de outros filmezinhos que se vê por ai. São 95 minutos de pura macheza brasileira. Para a minha felicidade, li hoje que o filme foi lançado no Japão e isso é para todas as pessoas que acham que fazer merda não leva a lugar nenhum. Parabéns para a Fabula Negra e todos os envolvidos no filme.


Bom, vamos às notas:

Diversão
5
Tosquice
5
Trama / História
2




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ruroni Kenshin



Ruroni Kenshin: Meiji kenkaku roman tan

Primeiramente um bom ano novo para todos os amigos que acompanham o Review Maluco e desculpem-me por esses dias sem publicações, pois sabe como é que é... festa, trago, praia, trago, ressaca, trago e ai pela frente. Vou começar o ano de 2013 com um Review especial, para mim pelo menos é. Um sucesso absoluto no Japão com mais de 1 milhão de espectadores nos cinemas da terra do sol nascente, estou falando da adaptação da obra de Nobuhiro Watsuki, Ruroni Kenshin. Lançado em agosto de 2012 no Japão o filme ficou com a direção altamente competente de Keishi Ohtomo que por incrível que pareça só trabalhou fazendo séries de TV. No roteiro além de Keishi temos também Kiyomi Fujii que escreveu o L: Change the World, um filme baseado em um personagem de um ótimo anime chamado Death Note. No elenco temos Takeru Sato que além de duas séries de TV (Buraddi Mandei, Mei Chan no Shitsuji) também protagonizou Kamen Rider Den-O. Temos Emi Takei (W no Higeki, Liar Game), Yû Aoi (Honey and Clover, Tekkon Kinkurito), Teruyuki Kagawa (Guizi lai Le, Dia Dokuta), Yosuke Eguchi (Goemon, Silk), Munetaka Aoki (Ichimei), Koji Kikkawa (Kamen Rider W), Taketo Tanaka (13-sai no Harowaku) e Genki Sudo (lutador de MMA). Eu não sei confirmar o orçamento do filme porque achei três informações diferentes e acho melhor não arriscar, mas se ele arrecadou mesmo 61 milhões de dólares está à explicação de o porquê que WB comprou os direitos de distribuição dele pelo mundo e parece que sim, ele vai ser exibido nos cinemas brazukas.


No inicio do filme temos uma cena de batalha durante o Bakumatsu, que foi os últimos anos do Shoganatu (ditadura feudal) de Tokugawa algo tipo 1868. Na cena temos de um lado Hirura Battousai, um assassino a comando de monarquistas que desejavam devolver o poder para as mãos do Imperador e do outro lado Hajime Saitou o capitão da terceira divisão da Shinsengumi que era uma espécie de policia a serviço do Xogum. Por onde esses dois passam corpos caem, mas não de medo ou por causa do mau cheiro deles é pelo simples motivo que eles matam quem cruza o caminho deles. Quando os dois estão prestes a cruzar espadas, a tropa dos monarquistas chega e vence a batalha, dando inicia a uma nova era no Japão conhecido como a Era Meiji. Saitou diz para Himura que não existe lugar nessa nova era para eles, porque o destino deles é morrer pela espada, o problema é que a filosofia da Era Meiji era exatamente oposta a isso. Tudo era uma tentativa de preparar o Japão para o mundo capitalista ocidental e a espada não teria mais vez, sendo trocada pelo estudo e pela ciência. 


Onze anos se passaram desde a última vez que Himura foi visto, até que um belo dia aparece um andarilho na cidade de Edo (atual Tokyo) que acaba se deparando com um cartaz dizendo que Battousai esta matando pessoas e usando o estilo de espada Kamiya Kashin Ryuu, o problema é que ele é Battousai e depois que começou a Era Meiji ele prometeu que não ia matar mais ninguém, nunca mais. Outra coisa estranha é que Kenshin Himura usa o estilo Hiten Mitsurugi e não Kamiya Kashin Ryuu e quando ele vira tem uma louca com uma espada de madeira na cara dele acusando Kenshin de ser o tal Battousai. Ta certo que ele é o verdadeiro Battousai o retalhador, mas não essa copia fajuta. Depois de alguns golpes de espada o mal entendido é resolvido e a louca se apresenta como Kaoru Kamiya, que é a líder do dojo onde é ensinado o estilo Kamiya Kashin Ryuu e com o boato do retalhador os negocias vão indo muito mal. 


Agora é o momento de apresentar os vilões do filme. Um deles é Kanryu Takeda que não passa de um riquinho que acha que pode comprar tudo e todos, só que por trás de tudo tem um plano maligno. Ele é um “importador e exportador” de coisas, que na real é ópio e é fabricado pela bela Megumi, que é a única pessoa que sabe o processo como um todo, logo ela não pode morrer ou Kanryu vai ficar sem o produto. Ele quer usar o ópio para deixar o Japão fragilizado e viciado e com o dinheiro da venda do ópio para todo o mundo ele compra armas e assume o controle do Japão, simples assim. O problema é que Megumi tem uma crise de consciência e deita o cabelo para a delegacia. Então Kanryu manda Jin-E para buscá-la e esse é o nosso segundo vilão, porque ele é que está se passando por Battousai o retalhador. Jin-E vai então para a delegacia e o cara não brinca em serviço, porque mesmo não sendo o verdadeiro Battousai o retalhador, ele é um retalhador e dos mais malvados. Para piorar a vida dos pobres guardinhas, Jin-E tem uma técnica chamada Shin no Ippou ("Espírito Unilateral"), que basicamente é uma rejada de KI (uma energia maluca oriental) fazendo com que o seu inimigo fique paralisado e para o azar de Jin-E a Megumi consegue fugir da delegacia.


Quando ele está perseguindo a fujona, a jovem Kaoru o enxerga e deduz que ele é o tal Battousai e chama o cara para uma luta. Jin-E acha tudo muito engraçado e vai até a frente de Kaoru e senta a bolacha nela só que para o azar de Jin-E no momento em que ele vai matar a brava guerreira, Kenshin aparece e impede os planos do malvadão. A jovem não ficou muito contente com a intromissão do andarilho, mas agradeceu mesmo assim e leva-o para o Dojo, que por uma incrível coincidência do destino no próximo dia é atacado por capangas do Kanryu. Então nada mais justo do que Kenshin retribuir o quarto e a comida oferecida por Kaoru, dando uma surra nos maloqueiros e a luta é muito bala. Uma coisa importante é que Kenshin carrega uma espada mesmo isso sendo contra a lei, só que não é uma katana comum ela se chama Sakabatou. Ela tem a lâmina na parte de trás da espada e não na frente como deve ser, por isso o pessoal não da bola e deixam o nosso herói usar a espada na rua. Só que o esquema é que como a espada tem o fio invertido, Kenshin pode sentar a porrada nos maloqueiros que eles não vão morrer, só vão ficar com uns 42 ossos quebrados.


A polícia chega e acaba com a brincadeira e ainda leva Kenshin preso. Na prisão está outro dos nossos heróis, Sanosuke Sagara. Ele é um brigão sem modos que só quer trocar uns socos e filar uma comida de grátis. Kenshin fica preso por um curto período, porque Hajime Saitou aparece. Ele agora trabalha para a polícia e leva Kenshim para ver o senhor Yamagata, que é um velho conhecido de Kenshin. Ele é encarregado de encontrar as pessoas para sujar as mãos pelo governo e é claro que ele quer a força do lendário Battousai do lado dele. Yamagata conta que existe alguém que está fabricando e traficando ópio e que essa pessoa é possivelmente Kanryu e que o melhor negócio a se fazer é apagar o cara, mas como Kenshin fez a promessa de não matar mais ninguém, ele recusa a proposta. Enquanto nosso herói estava preso o jovem Yahiko que um órfão que Kaoru treina, encontrou Megumi ferida e assustada na rua e levou-a para o Dojo. Como todos têm os seus segredos, logo ninguém conta nada para ninguém e todos eles resolvem que é mais bacana ir jantar. 


Durante o jantar Kanryu aparece e oferece uma grana preta para Kenshin ser o seu mais novo guarda costa, mas o nosso herói não se abala com as provocações do riquinho e recusa a oferta, só que aparece Sanozuke e diz que se ele ganhar do Kenshin em uma luta a grana vai para ele. Com todos meio que de acordo com a coisa o povo vai para fora e da inicio a uma ótima luta, acabando depois em um “empate técnico”. Kanryu não gosta muito do final da coisa, mas não pode fazer muita coisa então ele cai fora. Agora com todo o grupo reunido é só alegria só que não é bem isso que acontece. Megumi vai ao encontro de Kanryu para matá-lo, mas acaba sendo capturada e Kenshin e Sanozuke têm que ir até a mansão do chefão para resolver as coisas. Daí para frente à coisa fica muito boa e não vou estragar o clímax do filme.


Agora quando Sanozuke está lutando e no meio da coisa ele pede para parar o esquema todo eu achei meio estranho, mas ai ele fala que está com fome e come uns pedaços de um frango que está de bobeira sobre a mesa e depois toma uns goles de sake para acompanhar eu dei muita risada. Outros dois momentos que quando eu vi fiquei todo arrepiado é quando Hajime Saitou usa a técnica do Gatotsu (perfuração da presa) e quando Kenshin usa o Battoujutsu que consiste em um golpe rápido de desembainhar a espada. 


O personagem de Kenshin Rimura foi inspirado em uma figura histórica chamada Gensai Kawakami, um assassino verdadeiro considerado um dos quatro principais retalhadores do Bakumatsu. Kawakami, mestre no estilo de Kenjutsu Shiranui Ryuu (Fogo Fátuo) era descrito como um cara magrelo, baixinho e gentil ao ponto de ser confundido com uma mulher, o que era o seu maior trunfo para passar despercebido pelos lugares e foi executado pelo governo Meiji em 1871. Hajime Saitou também teve a sua criação em cima de uma pessoa histórica que foi capitão da terceira divisão do Shinsengumi.


A única dica que eu posso dar agora para os amigos é de que vocês procurem a assistam aos 134 minutos de filme, porque será uma experiência fora do comum. A estética do filme é muito boa e têm cenários incrivelmente lindos, uma coisa bem diferente dos filmes ocidentais e os atores ficaram muito parecidos com o desenho original. Quem quiser também pode assistir o anime ou ler os mangas que são ótimos também, o problema é que são longos e pode ser que você não tenha saco para ver ou ler tudo, mas eu recomendo.


Bom, vamos às notas:

Diversão
5
Tosquice
1
Trama / História
4




quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Friday The 13th 2009



Friday The 13th 2009

Vamos deixar uma coisa bem claro no inicio, esse filme não é um remake do Friday The13th, ele é uma releitura, um reboot da série. Vários elementos da mitologia da franquia foram escolhidos para montar esse filme, logo ele não é um remake. Então nesse reboot temos a direção do alemão Marcus Nispel que também fez coisa parecida no The Texas Chainsaw Massacre de 2003 e no Conan de 2011. No roteiro temos o trio Damian Shannon, Mark Swift e Mark Wheaton, que os dois primeiros foram responsáveis também por um dos crossover mais famoso da história, Freddy x Jason, mas isso será visto em outro Review Maluco. No elenco temos vários atores novatos, mas tem um que é estrelinha, que é Jared Padalecki que faz um dos irmãos Winchester em Supernatural e também fez House of Wax e Cry-Wolf. De resto ninguém famoso, mas tem três que eu vou destacar antes por serem muitoooooooooooooo gostosas. São elas Danielle Panabaker, Julianna Guill e America Olivo, que não importa o que fizerem na vida só com o que aparece aqui não quem como melhorar muito, só se fosse um prono gonzo com as três se pegando. De resto temos Amanda Righetti, Travis Van Winkle, Aaron Yoo, Jonathan Sadowski, Willa Ford, Richard Burgi entre outros. Dessa vez no papel de Jason Voorhees temos Derek Mears, que já tinha feito Predadores, Cursed e The Hill Have Eyes II. Essa trilha não ficou na mão do grande Harry Manfredini e fico me perguntando por quê? O segundo filme mais caro do nosso herói mascarado, só perdendo para Freddy x Jason. Estamos falando de 19 milhões de dólares e só na semana de abertura arrecadou 43 milhões de pacotes fechando num total de 65 milhões de dólares e vai te fuder.


Começamos em 13 de junho 1980, uma sexta feira é claro e mostra uma monitora do Camp Crystal Lake, matando Pamela Voorhees a mãe de Jason. Enquanto a cabeça dela sai rolando Jason olha tudo na surdina no matagal e depois que a moça sai, Jason vai e pega o pingente da velha e mais uma coisainha. Agora vamos para a época atual na nossa cidade preferida, Crystal Lake onde cinco adolescentes vão acampar perto do Camp Crystal Lake que sabemos que é a moradia de Jason, mas esses caros amigos ainda não sabem disso. O que eles sabem é que tem uma plantação de maconha pelos arredores e esse é o motivo do acampamento, roadtrip da maconha. Durante a noite um casal sai para dar uma volta da floresta e o outro casal está com o maconheiro. Agora vem uma cena para estourar a zorba de qualquer um. Temos a America Olivo passando óleo nos peitos enquanto o namoradinho tenta dispensar o maconheiro. Ele sai para uma mijada e Jason, sem a mascara, encontra ele primeiro e da fim no maconheiro. Na real Jason não quer vingança pela morte da mãe, ele só mata as pessoas que chegam perto da sua mega plantação de maconha que era passado de geração a geração da família. Cara eu acho que se fosse isso eu não sei qual seria a minha reação. 


Então como o Jason não tem mais nada para fazer ele resolve zagueriar a buceta da America Olivo e faz uns barulhos fora da barraca para o namoradinho sair. Então ele coloca a mina em um saco de dormir e amarra o saco na árvore. Eu falei que tinha uma fogueira embaixo do saco de dormir? Pois é tem, muito do mal. O namoradinho volta correndo para salva à gostosa, mas Jason colocou uma armadilha de urso e pegou o magrão. O casal que sobrou está em um dos piores lugares da floresta, na casa de Jason Voorhees. Se bem que agora não é o pior porque ele está matando os outros três, mas quando ele voltar... e ele voltou e matou o cara. A mina pira e sai correndo de volta para o acampamento dos amigos e vê a amiga morta e o magrão preso na armadilha e quando ela vai ajudar, de repente aparece Jason e da com o facão no meio do cara e parte para cima dela. E é isso ai em 23 minutos e 52 segundos ele matou todo mundo. E agora, acabou o filme? Na real quando ele da com o facão na mina, a cena corta e aparece Friday The 13th e eu bati palma de pé no cinema quando eu vi isso e é claro que só eu fiz isso. Essa era a introdução do filme e a coisa séria vêm agora.


Passou-se seis semanas desde o desaparecimento desse pessoal e o irmão da última mina que tinha aparecido na tela foi procurá-la. O irmão tem uma motoca e é o cara do Supernatural, ele fica andando de moto pela cidade incomodado os habitantes de Crystal Lake mostrando uns cartazes de procura-se com a foto da mina. Ele está em um mercadinho tentando convencer o cara do caixa a ele deixar botar um cartaz e na fila para pagar uns esquemas temos o novo grupo de vitimas. São ao todo mais seis adolescentes que vão passar o final de semana na casa dos pais de um deles que fica na beira do lago. Durante a tarde o nosso herói vai até uma fazenda matar uma pobre alma e é nessa fazenda está o artefato mágico que da os poderes para Jason, a máscara de hóquei. Na real ele não tem poder nenhum e no filme até explica o porquê que ele tem o teleporte e porque ele sempre está no lugar certo na hora certa.


O filme é bom pra kralho e faz os seus 97 minutos passarem em um tapa. Foi um filme digno para uma das maiores franquias de terror da história. Parece que oficialmente Jason foi responsável por 167 mortes. Fora as não computadas ou as que foram de dano colateral.


Bom, vamos às notas:

Diversão
5
Tosquice
2
Trama / História
3

Body Count: 14